Como conceituar o amor de forma plena?

29 ago 2012
Fui pesquisar e encontrei na Mitologia Grega todas as explicações!
Amo estudar Mitologia Grega! 

O Israel de Alexandria© 2000. no site http://ialexandria.sites.uol.com.br, fez uma matéria através de análise da Mitologia Grega dos diversos símbolos do amor.

Fiquei encantada em ver que ele conseguiu expressar bem as diversas formas de amor através dos mitos!

Peço licença para reproduzir trechos de seu artigo, com todos os direitos autorais e link do seu espaço, parabenizando pelo trabalho!

Estudei Mitologia Grega quando fiz 3 anos de Curso de Astrologia.
Fiquei encantada com as representações através dos mitos, as associações simbólicas, as estórias, a herança filosófica por trás de cada Deus Grego & Deusa Grega, no Olimpo!!
 
Especificamente sobre o amor e sua conceituação, eu acredito que hajam diversas formas de expressar amor em sua plenitude:
-o amor ao ser humano
-o amor amigo
-o amor paixão

-o amor platônico

 

Pois vamos a analogias através da Mitologia, que encontrei no site, para as mesmas categorias de amor que eu havia elencado antes da pesquisa:

-Amor ao ser humano:



Agape

“É o amor benevolente que se contrapõe ao amor concupiscente (ou apego). No amor benevolente deseja-se fazer o bem ao outro. No amor concupiscente deseja-se possuir o bem que já existe no outro.”
-Amor Amigo:

Philos
“Conceito estritamente aplicado ao ser humano, philos está próximo ao que entendemos por amizade ou afinidade. É desta palavra que se originaram os termos filosofia (amizade à sabedoria); Filantrópico (amizade aos seres humanos).

Philos talvez seja uma espécie de “amor morno”, mais voltado para a vontade (disposição racional) do que para o desejo (disposição emocional).”

-Amor Paixão:

 

Eros
O gregos viam em Eros a causa do embevecimento e da entrega decorrente da afeição ( afeição designa aquilo que vem de fora e atinge a pessoa sem que ela tenha controle sobre o ocorrido), daí a imagem de Eros com a flecha. Ninguém enfia uma flecha em si mesmo. Afeição é passividade do sujeito. O amor erótico é marcadamente passional. Ser passional é sofrer de paixão. Paixão é a emoção que se sobrepõe à razão, à consciência crítica.”

Amor Platônico:

“Há elementos presentes na obra de Platão(O Banquete) que nos permite descobrir as riquezas do conceito de amor platônico. 
Em O Banquete , os convidados se revezam para discursar sobre o amor, o que resulta numa rica abordagem do tema em que são analisados os diferentes tipos de amantes, a essência da relação amorosa e os diversos objetos do amor.

A expressão “amor platônico” virar sinônimo de amor filosófico, mais especialmente da filosofia enquanto ascese(afastamento dos prazeres materiais através da contemplação do mundo espiritual).
A associação entre amor platônico e ascese fez com que o senso comum o reduzisse a amor que despreza o corpo
Um desses elementos pode ser extraído do mito relatado por um dos convivas do Banquete: Aristófanes. 
Segundo O Banquete , em tempos imemoriais, a terra era habitada por seres esféricos com duas cabeças opostas e exatamente iguais, quatro braços, quatro pernas e duas genitálias. 
Uns com ambas as genitálias masculinas, outros com duas femininas e alguns com uma feminina e outra masculina. 
Havia então três gêneros de seres esféricos: o masculino, o feminino e o andrógino. 
Mutiplicavam-se como sementes, ou seja, enterravam-se no chão e daí brotavam outros seres tal como ocorre com as plantas, não empregando, portanto, suas genitálias para fins reprodutivos.
Por serem tão confiantes em sua força e coragem, essas criaturas decidiram invadir o Olimpo, a morada dos deuses. 
Irado com tal insolência, Zeus ordenou a Apolo que as castigasse, cortando-as ao meio a fim de se enfraquecerem, tranformando-os em humanóides. 
Cada ser passou então a ter uma cabeça, dois braços, duas pernas e uma genitália. 
Como as costas ficaram com carnes expostas em decorrência do corte, Zeus ordenou que Apolo pegasse as bordas da ferida e as esticasse, deixando apenas uma pequena abertura, o umbigo. 
Feito isso, Apolo girou para trás os braços, as pernas e a cabeça desses novos seres, de forma que eles, ao olharem para o próprio umbigo, lembrassem do castigo divino. 
A genitália, todavia, ficou esquecida na parte de trás.
Espalhadas pelo mundo, as metades perderam a vontade de viver: não mais comiam, nem bebiam e nem sequer “enterravam-se” para perpetuar a espécie. 
De tão deprimidas que ficaram, vagavam a esmo à procura de suas respectivas metades e, se ocorria de metades-irmãs se olharem, estas reconheciam-se de imediato e abraçavam-se intensamente uma a outra como se quisessem unir-se outra vez. 
E assim ficavam por tanto tempo que morriam. E a espécie foi desaparecendo.
Preocupado com a possível extinção da espécie, Zeus ordenou a Apolo que transpusesse as genitálias das metades para a frente, logo abaixo do umbigo, a fim de que, uma vez abraçadas, elas se unissem sexualmente. 
Ordenou, ainda, que a reprodução passasse a ocorrer pela cópula. 
É claro que apenas os seres esféricos andróginos foram “beneficiados” pela nova ordem de Zeus.
Esse mito transmite-nos uma série de pistas sobre o entendimento que Platão tinha sobre o amor. 
Temos aí um parecer sobre a natureza da homossexualidade, sobre a função do amor como remédio contra a violência, etc. 
Porém, o maior ensinamento está na idéia de amor complementar: 

Cada pessoa é uma metade que busca na outra o seu complemento, a sua alma gêmea, o côncavo e o convexo, a outra banda da macã. 

Fonte:  Israel de Alexandria© 2000. no site http://ialexandria.sites.uol.com.br